Excesso de peso e Covid 19: conheça a relação

A Obesidade é um fator de alto risco e parece haver uma associação direta entre a doença e o agravamento da infeção Covid 19 em grande parte devido às outras patologias relacionadas como a Hipertensão e/ou a Diabetes. Sabe-se agora que a Obesidade é a comorbilidade mais frequente em doentes hospitalizados em idades mais jovens.

Neste momento o que vemos, apesar de tudo, é uma faixa mais jovem, temos doentes dos 40 ou 50 até aos 70 anos, e também, uma ou outra vez, doentes mais novos. A principal comorbilidade que nos tem aparecido nesta vaga é a obesidade. É o que vemos mais frequentemente, temos doentes obesos. E nem precisam de ser grandes obesos, basta serem doentes com excesso de peso ou obesidade de grau 1″. Estas palavras do Diretor de Medicina Intensiva do Hospital de Santa Maria, não deixam margem para dúvidas sobre o risco do excesso de peso associado ao agravamento e recuperação da Covid 19.

Segundo o primeiro estudo que associou a Covid 19 ao excesso de peso, publicado no New England Journal of Medicine e apresentado no 24º congresso português de obesidade, em 85% dos doentes obesos foi necessária ventilação mecânica sendo que 62% faleceram. Já nos doentes não obesos a percentagem que precisou de ventilação mecânica situou-se nos 62% e 34% faleceram.

É importante salientar que usualmente as pessoas com Obesidade apresentam outras patologias tal como a Hipertensão e a Diabetes, que individualmente influenciam de forma prejudicial a recuperação desta doença. A Obesidade é a comorbilidade mais frequente em doentes hospitalizados com Covid 19 em idades mais jovens. Assim, a doença parece desempenhar um papel unificador para um percurso grave por infeção Covid 19 justificada pela sua associação às outras doenças referidas mas também por estar associada a mecanismos respiratórios comprometidos, perturbações das trocas gasosas, baixo volume pulmonar e baixo volume muscular, entre outras alterações.

O papel da alimentação e do exercício físico

Estes trabalhos vieram ainda esclarecer que estas pessoas tinham uma alimentação deficitária em alimentos hortofrutícolas, praticavam pouca atividade física e ingeriam alimentos muito processados e calóricos. A acumulação de gordura ectópica, envolvendo os pulmões, compromete a capacidade vital forçada, diminuem o volume expiratório máximo e diminuem a contractilidade diafragmática, dificultando a respiração.

De acordo com estes trabalhos e outros já realizados posteriormente a prática de atividade física com o objetivo de prevenir e controlar o peso e pelo seu papel importante como anti-inflamatório torna-se essencial como medida preventiva na recuperação desta doença infeciosa. Uma alimentação rica em produtos vegetais não processados e pobre em alimentos muito calóricos e processados é também uma estratégia de prevenção muito importante na recuperação da Covid 19.

Convém salientar que uma boa gestão do peso, adotando uma alimentação especifica para cada metabolismo, sem alimentos inflamatórios, um bom controlo do seu perfil hormonal, vitamínico e mineral, bem como a prática de atividade física a par de uma boa gestão do stress é fundamental para gerir este processo inflamatório relacionado com esta infeção.

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