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A OMS recomenda, pela primeira vez, terapias com GLP-1 no tratamento da obesidade

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou novas orientações que passam a incluir os medicamentos da família dos GLP-1, utilizados há vários anos no tratamento da diabetes, como opção terapêutica para adultos com obesidade. Esta é a primeira vez que a entidade reconhece oficialmente este tipo de terapias no contexto da obesidade, numa altura em que a doença continua a escalar de forma preocupante em todo o mundo.

Tal como recomendado pela OMS, garantimos um acompanhamento integrado, realizado por uma equipa multidisciplinar que inclui nutricionista,  endocrinologista e especialistas em performance desportiva, assegurando uma abordagem segura, contínua e personalizada no tratamento da obesidade.

Obesidade: uma doença crónica que exige respostas integradas

A OMS realça que a obesidade não é apenas um número na balança, mas uma doença crónica e recidivante, que influencia vários sistemas do organismo e aumenta o risco de outras patologias, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro. Sem medidas eficazes, estima-se que o número de pessoas com obesidade possa duplicar até 2030.

É neste contexto que os análogos do GLP-1 surgem como um possível apoio: ao regularem a glicose, reduzirem o apetite e contribuírem para perdas de peso clinicamente relevantes, podem ser úteis para alguns doentes. Mas a OMS é clara ao afirmar que nenhum medicamento substitui o essencial: uma abordagem global, que envolva mudanças de estilo de vida, apoio clínico contínuo e intervenções adaptadas a cada pessoa.

A recomendação é também condicional, devido à falta de dados a longo prazo, ao custo elevado destes fármacos e às desigualdades no acesso,  fatores que continuam a ser obstáculos reais em vários países.

O cenário em Portugal: acesso limitado e pressão sobre o sistema

Em Portugal, os medicamentos da família dos GLP-1 só são comparticipados quando utilizados no tratamento da diabetes, o que significa que o acesso para fins de gestão do peso continua a ser totalmente suportado pelos doentes. Esta limitação tem consequências práticas importantes: coloca pressão sobre as famílias, mas também sobre o próprio sistema de saúde.

Segundo dados do Infarmed, a classe terapêutica dos antidiabéticos, onde se incluem estes fármacos, foi a que gerou maior despesa para o Serviço Nacional de Saúde entre janeiro e setembro deste ano, ultrapassando os 354 milhões de euros. Parte desta pressão resulta do aumento da procura, não apenas por pessoas com diabetes, mas também por quem procura perder peso através destes medicamentos.

Essa utilização paralela já provocou episódios de escassez no mercado, criando dificuldades acrescidas para os doentes diabéticos que realmente dependem destes tratamentos. Perante esta situação, o Infarmed irá avançar no início do próximo ano com um plano alargado de auditorias e inspeções, para acompanhar de perto todo o circuito destes medicamentos.

Na TO BE., acompanhamos cada pessoa de forma completa 

Na TO BE. acompanhamos de perto a evolução científica e regulamentar nesta área. Apesar de reconhecermos que estes medicamentos são essenciais em determinados perfis clínicos, continuamos a defender uma visão mais ampla: a obesidade exige respostas integradas, personalizadas e humanas.

O nosso trabalho começa sempre com um diagnóstico rigoroso, que avalia aspetos muitas vezes ignorados:

  • inflamação crónica;
  • metabolismo e composição corporal;
  • equilíbrio hormonal;
  • saúde intestinal;
  • padrões emocionais e comportamentais que influenciam a relação com a comida.

Este olhar global permite-nos construir planos que vão muito além da perda de peso, focando-se no equilíbrio do organismo e na estabilidade a longo prazo,  algo que nenhum medicamento, por si só, consegue garantir, medicamos e potenciamos o efeito da medicação com o estilo de vida mais adequado.

Recuperar equilíbrio é recuperar qualidade de vida

Acompanhamos diariamente pessoas que procuram:

  • restabelecer energia;
  • melhorar a relação com o corpo;
  • regular o metabolismo;
  • reduzir sintomas associados ao excesso de peso;
  • reconstruir hábitos de forma progressiva e sustentável.

Cada trajetória é única e respeitada ao seu ritmo. Na TO BE., privilegiamos a proximidade, o rigor científico e o acompanhamento contínuo, porque acreditamos que o processo de mudança é tão importante quanto o resultado.

Se está a lidar com obesidade, não precisa de fazer este caminho sozinho

As novas orientações da OMS reforçam uma mensagem essencial: o tratamento da obesidade é complexo, mas é possível quando há acompanhamento adequado e uma estratégia adaptada a cada pessoa.

Na TO BE., estamos preparados para ajudar quem procura recuperar o seu equilíbrio e reencontrar bem-estar físico e emocional.
O primeiro passo continua a ser o mais importante: cuidar de si.